terça-feira, 6 de março de 2018

2018, 2038 e além

O ano já vai longe, começou acelerado. Há muito a fazer - sem novidades, portanto. O tempo passa rápido; cada vez mais rápido, tenho a sensação.
Poucas pessoas, empresas, organizações, governos, países... 'pensam' o futuro de forma estruturada. Com a aceleração da vida - em função da globalização, conectividade global e crescimento exponential da tecnologia - torna-se cada vez importante fazer isso. 
Uma das coisas que acho mais interessantes desde de que conheci, no início dos anos 2000, são os ditos estudos de futuro. Originalmente, quem fazia bem isso eram os militares e as organizações ligadas às áreas de segurança e defesa, como a Rand Corporation
Também empresas investem em estudos de futuro, especialmente aquelas de setores como energia, automotivo, aeroespacial e eletrônica - além de conglomerados multissetoriais intensivos em tecnologia. A Shell, por exemplo, notabilizou-se pela abordagem de planejamento de cenários. Para empresas intensivas tecnologia - imagine Google, Samsung, Siemens... - é crítico pensar sobre 'o quem vem por aí', construir imagens e hipóteses sobre as apostas de pesquisa, tecnologias e produtos que farão e conceber planos para lidar com possíveis acontecimentos à frente. 
De volta ao setor público, notamos que as aplicações se espalharam de segurança e defesa para outras áreas. Governos com o britânico montaram unidades de estratégia, que dentre outras coisas usam ferramentas de estudos de futuro. No Brasil, tentou-se. A bem da verdade, há o CGEE, mas tem pouca centralidade no contexto de um país cada vez mais acostumado a olhar o futuro pelo retrovisor. 
Em 2017, organizei a Conferência Global de Inovação da GFCC em conjunto com a equipe do MIGHT. Fiquei muito, muito impressionado com a Malásia. É um País de uma enorme sofisticação na elaboração e implantação de iniciativas de inovação e desenvolvimento. 
Conheci então esta revista editada pelo MIGHT. Grata surpresa! Na minha cotidiana ignorância, jamais tinha encontrado uma revista de foresight para um país. Gostei do conteúdo e, acima de tudo, da proposta. Para construir o futuro, é preciso, antes, pensar no futuro. Pense nisto, rápido.

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