segunda-feira, 27 de junho de 2011

Marketing^2

O livro é de 2007, mas continua válido. É um ótimo guia para quem quer implantar uma estratégia de marketing na web (campo no qual agora me aventuro nas horas vagas).
Além do bom conteúdo, o livro é em si uma peça de marketing (aliás... qualquer livro de business é, mas este vai mas longe). Ao longo do livro existem vários exemplos de 'casos hipotéticos' analisados pelo autor, nos quais situações reais (lançamento de um novo site, estratégia de comunicação etc.) de empresas 'não clientes' (naquela época) são comentadas. Estratégia bem sacada essa... uma visita ao 'verbete' Larry Weber na Wikipedia (ah... e a segunda edição deste livro é prefaciada pelo fundador da Wikipedia...) indica como clientes dele empresas que eram objeto dos 'casos hipotéticos' em 2007. Resumo (se as informações estiverem corretas): Weber escreveu um livro no qual comentava/analisava as estratégias/campanhas/abordagens de alguns importantes 'não clientes' em 2007, chamou a sua atenção e transformou-os em clientes. Brilhante exemplo de como fazer marketing! É um livro de marketing, que também faz marketing com maestria. É o 'marketing ao quadrado'!
Ganhei o livro de presente do próprio Larry Weber, em um dos primeiros Innovation Learning Labs Brasil-EUA, realizado em 2008 nos EUA. Aproveitando a dica do marketing (preciso aprender como promover o meu trabalho e turbinar a carreira), baixem aqui o relatório do segundo Brasil-US Innovation Summit, que organizei e resultou do processo iniciado com os Innovation Labs.
Recomendo ler... o livro e o relatório! Marketing feito!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A Amazônia, o microcomputador, os cipós e o Brasil

Escrevo no meu computador, sobre a edição mais recente da Piauí. Estava com saudades dos seus textos ácidos, debochados, bem escritos, com conteúdo, muitas vezes sobre histórias inusitadas.
Possuidora desse estilo, é a matéria sobre a última fábrica de máquinas de escrever mecânicas do mundo, que fechou há pouco as suas portas, uma unidade da empresa indiana Godrej & Boyce, que por sua vez é parte do conglomerado Godrej. 
Você conhece? Deveria, pois eles vem por aí... O Grupo  tem várias unidades de negócios, que incluem produtos químicos, eletrônicos, BKs, imóveis, higiene pessoal, computadores, serviços etc. Possuem uma unidade de cosméticos na Argentina. Se você tem um look com cabelo lambido a la porteño, talvez ele seja resultado de um spray indiano!
Brincadeiras a parte, duas outras matéria relevantes na Revista versam sobre temas que tem a Amazônia como parte da história. Duas matérias relativas a temas envoltos em cipoais...
A primeira é sobre a queda do Boeing da Gol em 2007, após colisão com um Legacy de uma companhia de aviação executiva dos EUA, sobre a Floresta Amazônica. Como de costume nessas situações, várias causas atuam ao mesmo tempo para gerar o sinistro; não há uma explicação simples (causa única). No caso específico, erraram os pilotos americanos, os controladores brasileiros e talvez outros. O caso foi apurado e a disputa agora se dá na Justiça.
O cipoal jurídico brasileiro (sempre cabe mais um recurso...) faz com que ainda não tenhamos um resultado final para o processo. Apesar dos avanços no Judiciário Brasileiro e do importante trabalho do Conselho Nacional de Justiça, precisamos mais, muito mais. A Justiça Brasileira é ainda muito lenta e o rito jurídico é antiquado, pouco transparente, moroso, ineficiente, hermético ao cidadão comum e falho para com a cidadania (idem para os processos de gestão associados). Precisamos abrir uma picada no cipoal, dar mais racionalidade, velocidade e transparência ao funcionamento do Judiciário. Esta é uma reforma institucional fundamental para o Brasil!
O segundo caso amazônico diz respeito às estimativas sobre sequestro e emissão de Carbono no Brasil. Avançamos no assunto e temos competência no País (vide o INPA e o caso relatado na matéria) para fazer mais; precisamos de mais. Mais precisão nas medidas, mais recursos dedicados ao tema, mais atenção, mais debate, mais ação. Agora... aparentemente, será difícil avançar a agenda de proteção ambiental (e econômica... alguém ainda não entendeu que a questão ambiental é econômica?) com a possibilidade de aprovação de um novo Código Florestal, que tramita no Congresso Nacional. Vale acompanhar o debate, conhecer os principais pontos, os argumentos contra e a favor do texto que foi aprovado na Câmara dos Deputados. É precio se emaranhar no cipoal para compreeender a questão.
Em tempo, eu sou contra o texto aprovado na Câmara!
Para descontrair: o Diário da Dilma está divertidíssimo. Vale ler e gargalhar.
  

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Para ver e ler

Saul Steinberg dizia que era um escritor que não sabia escrever, usava o desenho para contar histórias. Ou talvez fosse um desenhista que escrevia com imagens. Ou algo próximo, talvez um pouco de cada coisa...
O livro comprei há alguns anos e revi hoje. O motivo: na sexta estive no Instituto Moreira Salles, no Rio, onde via a exposição Saul Steinberg - As aventuras da linha. Ótima!
Do Rio, a exposição seguirá para São Paulo. No link anterior é possível acessar um rápido documentário, com depoimentos e imagens de desenhos que não estão na exposição. Vale conferir.
O famoso "A linha" é genial... mas gosto também dos gatos, cães, cowboys, da história da arquiterura para crianças etc. Recomendo ver! Ou melhor... ler os desenhos.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Casar ou comprar uma bicicleta chinesa?

Decidir não é fácil! Quem já casou (ou deixou de casar por opção própria....) sabe disso. Comprar uma bicicleta também pode ser complexo. Eu fiquei um ano para escolher um bicicleta (e comprei um modelo simples, fabricada em Taiwan). Casar foi mais rápido!
Esta edição da HBR traz uma matéria simples (sem nada de novo, apenas bom senso e um checklist de questões bem pensado) mas relevante sobre tomada de decisão em projetos estratégicos - no mundo dos negócios é claro.
E onde entra a China nessa história? A China é o maior mercado mundial de bicicletas (e de carros, sapatos, celulares e muitos outros produtos)! 
Várias matérias nessa edição se referem aos ditos 'mercados emergente', incluindo uma sobre as dificuldades/falhas das companhias ocidentais em identificar/visualizar oportunidades de negócios no mercado interno chinês. Surpreendente, não? Embora assim possa parecer (aos olhos de um brasileiro), é fácil de compreender: as estruturas das corporações transnacionais com origem nos EUA (em especial) e na Europa são tão grandes e orientadas para os seus mercados de origem que se torna difícil a elas identificar oportunidades, conhecer os mercados e clientes dos países emergentes, captar tendências, desenvolver produtos para a 'base da pirâmide'. Até mesmo acreditar que há sentido focar nos mercados dos países emergentes deve ser difícil em algumas corporações! 
Há aqui uma oportunidade para empresas dos países emergentes (brasileiras inclusive): aproveitar a brecha que se abre com o crescimento desses mercados (do nosso e de países com características similares) e as dificuldades das TNCs americanas e européias em atendê-los com produtos adequados a suas realidades. É oportunidade para crescer, inovar, internacionalizar.
A seção especial sobre inovação traz uma matéria sobre a Procter & Gamble e o seu 'sucesso' na sistematização dos processos de inovação, a partir de novas estruturas e veículos de gestão. Alguns dos exemplos de sucesso estão associados ao desenvolvimento de produtos para os mercados emergentes. O 'caso' bem ilustra (i) a importância de se pensar/implantar modelos de gestão da inovação e (ii) que a Corporate America está em movimento para capturar as oportunidades na base da pirâmide.
Para quem dos emergente quiser aproveitar a brecha, recomendo velocidade e método.... e mulheres na equipe (procure na revista o proquê)!

sábado, 11 de junho de 2011

Empreender - II

Obviedades importantes e pouco evidentes, apesar de óbvias. Esse é o conteúdo de "O Livro Negro do Empreendedor".
Afirmação confusa esta acima, não? Explico: Fernando de Bes escreve coisas que são óbvias sobre empreender, criar empresas etc., mas que normalmente são esquecidas, varridas para debaixo do tapete da consciência, ofuscadas pelo medo e a falta de razão. 
O livro está organizado em 14 'rounds'. Em cada um deles é apresentado um Fator Crítico de Fracasso (FCF) para empreendedores. Em resumo, coisas que fazem com que um empreendimento/empreendedor dê errado.
Já incorri em vários desses FCFs em minha vida. Ter sócios quando não era preciso, empreender sem saber onde estava me metendo, não remunerar meu trabalho em uma empresa (afinal de contas era sócio e podia viver dos dividendos... burrice total...) etc. 
Espero não repetir os erros...
Para quem quer empreender (ou pensa que quer...): é uma boa leitura, um tanto ácida por vezes. Mas melhor corroer o humor agora do que a conta bancária e a vida afetiva à frente!
Esse papo de empreendedorismo (muito importante, acho que é isso mesmo etc.) por vezes tem cara de auto-ajuda. Este livro é um bom antídoto. Vale baixar a bola e as expectativas. Canja de galinha não faz a ninguém!
Recomendo ler, aprender e pensar bem onde está se metendo antes de 'empreender'!
Ah... e para não deixar dúvidas: continuo achando que vale empreender!
Boas aventuras!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Empreender I - Mudar o mundo (e a conta bancária)

Empreender está cada vez mais na moda no Brasil. Ótimo! Bom para o Brasil, bom para quem empreende.
Vale ler a matéria de capa desta edição da PE&GN. Além de um apanhado da 'situação atual' da start-ups brasileiras que tem soluções para/na internet, a revista traz uma lista de 45 empresas que valem ser conhecidas (talvez investidas... confiram e façam suas apostas/investimentos!).
Muita coisa nova e legal está acontecendo no Brasil: hoje há um enorme interesse de quem está na universidade em empreender, a classe média urbana cada vez mais é capaz de falar inglês, temos uma massa crescente (embora ainda proporcionalmente pequena) de profissionais que já passaram por diferentes ciclos de criação/investimento/lançamento/desinvestimentos em empresas de tecnologia, o ecossistema de inovação melhora rapidamente, surgem exemplos brasileiros de empreendedores de sucesso em negócios intensivos em tecnologia, acumulamos capital social e humano, existem recursos públicos para apoiar inovação, começa a se consolidar em diferentes espaços um ethos empreendedor-inovador etc. Isso é novo e positivo.
Além disso, o Brasil está na moda. Está na moda porque cresce, inclui socialmente, gera mercados internos, tem empresas que vão para o mundo e recursos científicos/tecnológicos competentes a bon marché.
Nesse quadro, muitos investidores de fora olham para o Brasil. Não só para grandes empreendimentos, mas (cada vez mais...) para negócios pequenos, intensivos em tecnologia. Conheço vários investidores do norte que vieram morar no Brasil. E não esqueçamos: além de oportunidades de negócios e competências, temos nossos encantos também... alguém duvida?
Um dos exemplos que a matéria oferece é a vinda ao Brasil da trupe tecnológico-empreendedora Geeks on Plane, a fim de negócios (e diversão...) por aqui. Bom exemplo... (i) de como o Brasil tem atraído as atenções e (ii) da transformação em curso aqui. Primeiro de maio, dia do trabalho, domingo, 9h da manhã em São Paulo: 400 pessoas (na sua enorme maioria bem mais jovens que este blogueiro inconstante, que também foi lá conferir) lotaram o auditório da FIAP para evento do Geeks on Plane, organizado de forma empreendedora pelo pessoal da BRInnovators. Bom sinal, cada vez mais há vida inteligente, não engravatada, que trabalha com tecnologia, tem energia e está a fim de empreender, inovar e ganhar dinheiro.
Na noite anterior, o mesmo pessoal foi tomar cerveja e interagir com os GOAPs, em evento do portal Startupi e da Revista ResultsOn.
São bons prenúncios. Mas não esqueçamos: (i) ainda há muito a se fazer para que a inovação e ao empreendedorismo de alto impacto, baseado em conhecimento, possam florescer - será preciso empreender para que possamos superar as barreiras que existem; e (ii) sempre existirão fracassos e nem todas as empresas, na verdade muito poucas, virão a ser empreendimentos de sucesso. 
Recomendo ler, pensar e empreender!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Capabilities para um Brasil que tem ambição

No Brasil, o acúmulo de conhecimento sobre a internacionalização de empresas é ainda incipiente. Destaca-se o trabalho pioneiro da Fundação Dom Cabral, que desde 2005 tem um núcleo de pesquisa/educação sobre o tema e publica anualmente um ranking das transnacionais brasileiras. 
Este livro, organizado pelo Prof. Afonso Fleury, da Poli/USP, contribui tanto para o avanço do conhecimento na área como para que o tema ganhe espaço da agenda de pesquisa brasileira.
O projeto de pesquisa que o originou (Ginebra) jogou luz sobre os processos de gestão, a governança e as competências (capabilities) para a internacionalização de empresas. A obra contém uma boa síntese sobre a importância de diferentes capabilities ao longo dos
processos de internacionalização - a meu ver, o ponto alto do livro. 
Talvez por vício de origem (será?), gostei bem mais dos capítulos escritos por pesquisadores de Engenharia de Produção do que o capítulo sobre políticas escrito por economistas... 
O momento é oportuno. A internacionalização das empresas brasileiras é fato concreto, um imperativo para a competitividade de nossas firmas e objeto da política industrial brasileira -  da atual e daquela em gestação.
O Brasil logrou acumular recursos (humanos, técnicos, materiais, econômicos, empresariais...) que hoje permitem que organizações brasileias tenham novos tipo de engajamento com o mundo. Este é o momento de termos ambição. É o momento do Brasil ir para o mundo!

Chove no Caribe e no Cerrado

Fantástica obra. Em todos os sentidos. Maravilhosa obra que mistura fantasia e 'coisas que poderiam ser realidade'. Obra fora de série. Brilhante. Instigante. Angustiante.
Sigo na série García Márquez... 
Encantei-me com essa tal de Macondo, onde os 'viajantes' podem (podiam) encontrar as mais variadas emoções e fantásticos acontecimentos... onde o tempo dava voltas e a história se repetia. Onde sempre a solidão consumia as almas.
Leitura prazerosa. Boa para pensar e sentir. Rir e chorar. No singular e no plural - na ação/vida coletiva.
Recomendo!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Velha mídia

Quando era criança, adorava enciclpédias. Meu sonho de consumo era ter uma 'Barsa' em casa. Fiquei só com as versões 'genéricas': Enciclopédia do Estudante, Enciclopédia Conhecer Abril...
Em tempos passados (no meu caso há muito passados), o conhecimento estava nos livros, nas bibliotecas, nos professores.... Hoje, há uma variedade muito maior de fontes de dados, informação, conhecimento.
Pensem só... que desafio tem os professores do ensino fundamental hoje. Antes tinham o monopólio desses saberes e 'segredos'. Hoje qualquer menino de 7 anos encontra as respostas (e muitas dúvidas também...) para suas questões na internet. O que é um gene? Está lá.... Como um foguete voa? Também se acha na rede... Por que sempre vemos o mesmo lado da lua? Com certeza a resposta internet traz....
Assim, nos tempos de internet, pensei que enciclopédia não fosse mais algo relevante, que a Wikipedia, o HowStuffWorks e outros dessem conta do recado. Até que encontrei esta publicação da National Geographic: contemporânea, simples, cheia de ilustrações, com conceitos precisos. 
Recomendo ter, recomendo ler... preferencialmente com esses pequenos seres que querem descobrir o mundo. Com um deles descobri que a velha mídia continua útil!
Em tempo... e os professores do ensino fundamental? Alguma idéia sobre como reconfigurar o papel do educador? Alguém ousa pensar como fazer isso no Brasil?
Atenção: a resposta  não está na enciclopédia!!!! 

sexta-feira, 15 de abril de 2011

The Dragons

A recente viagem da Presidenta Dilma à China foi acompanhada de expectativas sobre possíveis negócios que poderiam ser gerados para empresas brasileiras e acordos/acertos relativos a temas como comércio e câmbio. Uma da possibilidades surgidas das tratativas realizadas é a instalação de um fábrica da Foxconn no Brasil, divulgada pela mídia brasileira nos últimos dias.
A edição de abril da Wired traz uma matéria polêmica sobre as condições de trabalho na Foxconn, comentando os casos de suicídio ocorridos na empresa em anos recentes. 
Mais interessante é outra matéria, que trata da competitividade da manufatura americana vis-à-vis à produção na China. Vale ler e pensar sobre a competitividade da indústria brasileira!
Os dragões batem a nossa porta. 

terça-feira, 12 de abril de 2011

Dívidas

Santiago Nasar morreu. Todos sabiam. Só eu que ainda não sabia! Que tipo desinformado este blogueiro amador!
Morreu para pagar uma dívida.
Devagar, vou pagando eu também uma dívida. Não na mesma moeda que Nasar (ufa... ainda bem..). Trata-se de uma dívida intelectual, para a qual os credores não são nem Santiago Nasar ou Bayado San Román (que nome legal este... não acham?), nem mesmo Gabriel García Márquez, mas eu mesmo.
Saldá-la-ei, aos poucos e com gosto, lendo as deliciosas obras desse colombiano. Por curioso que seja, somente tinha lido alguns contos de sua autoria e parte da sua 'obra jornalística'.
Recomendo não ficar em débito. O investimento vale a pena!

Livros, lágrimas, sistemas operacionais e crianças!

O mundo do trabalho reserva pouco espaço para as emoções, mas elas estão sempre presentes. Em qualquer decisão, em qualquer reação. Esta edição da Time contém extrato de um livro intessante sobre o assunto: "It's Always Personal" (já notaram quagora todo livro tem um site?). Preservamos (nós bichos humanos) os mesmos mecanismos fisiológicos de milênios atrás, mas enfrentamos ameaças que são totalmente novas e relacionadas a aspectos meramente simbólicos: status, valores, ego, auto-imagem etc.
Uma curiosidade sobre choro.... a survey feita pela autora indica que 41% das mulheres já choraram no trabalho, contra 9% dos homens. Mas... 48% dos homens acham que "é ok chorar no trabalho", contra 41% das mulheres! E você?
Mudando de assunto... dos homens e mulheres para as pequenas máquinas que os homens e as muheres usam cada vez mais: telefones inteligentes.
A revista também traz uma boa matéria sobre a Nokia e sua opção de adotar o Windows 7 como sistema operacional de seus smart phones. É um belo caso (que vemos acontecendo em tempo real) sobre como uma corporação que chegou no topo luta para não se espatifar. Há algum tempo, a Nokia era exemplo de inovação e a interface dos seus telefones era ótima, simples, fácil de entender, funcionava... Na semana passada peguei emprestado o telefone Nokia (smart?) de uma colega, achei péssimo, um péssimo produto, cujo desenvolvimento custou bilhões - conforme a Time, os gastos com o desenvolvimento do sistema operacional Symbian consumiram US$ 1.4 bi no ano passado. Resultado... a Nokia perde market share a passos largos e a rentabilidade do negócio cai. 
Por fim.... mas talvez o mais importante... uma matéria sobre educação na Finlândia. Assunto central para o Brasil. 
Em tempo, por aqui, o STF decclarou constitucional na semana passada a lei que estabelece o piso nacional para os professores, em resposta a arguições de cinco estados da Federação. O valor inicial será de cerca de R$ 1.000,00.  Alguém se habilita?
Recomendo estudar!

domingo, 10 de abril de 2011

Carnaval

Os X-Men estão de volta! Nova séria, velhos temas e dúvidas existenciais. Provalmente, os super-heróis mais 'grilados' com a sua existência e os dilemas de 'quem é diferente dos demais'. Poderes nada humanos... dúvidas mais humana não poderiam ser.
Li no Carnaval. 
Recomendo para tempos com e sem fantasias!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Dragões de bicicleta

Gosto de bicicletas, mas nunca fui à China. Quer dizer... nunca fui à China Continental, somente à isolada Taiwan. Alguém da Mainland China certamente dirá que já fui à China...
Pois bem, o livro é um relato de viagem, feito com certa pitada de auto-ironia. Leitura rápida e leve.
Pensava em ir para aqueles lados de férias. Laos, Camboja, Tailândia e Vietnam... Se for, prometo, escolherei o melhor livro em tailandês que encontrar para recomendar a leitura!  
Por enquanto, recomendo ler este, para quem não for andar de bicicleta!

Aqui estou....

...a colocar um ‘post’ no meu blog na internet (e depois ainda vou citá-lo no Twitter). Que história fantástica! 
A edição de fevereiro da Pesquisa FAPESP traz uma boa reportagem que marca os 20 anos da internet no Brasil. Por aqui, inicialmente tivemos acesso à rede a partir de uma conexão da Fapesp. Alguém lembra?
Aliás... alguém lembra qual foi a primeira vez que acessou a internet?
Em 1983 ganhei meu primeiro computador, um TK-85. Adorava aquele ‘brinquedo’. Presente do meu pai, abriu-me uma janela para o mundo. A internet, comecei a utilizar somente na universidade, quando, orgulhoso, fui ao Centro de Processamento de Dados (CPD) da UFGRS para criar uma conta de e-mail pela primeira vez. Tornei-me um usuário do Vortex, computador Digital VAX instalado em 1991 para viabilizar a implantação de uma rede de computadores na Universidade. Em tempo, a UFRGS foi primeira universidade federal a ter seu processo de matrícula realizado totalmente on-line.
Desde aqueles tempos, muita coisa mudou. A rede cresceu exponencialmente e duas gerações já nasceram conectadas... e o mundo não vive sem internet! Nem revolução se faz mais sem internet!
Uma questão séria e crucial dessa história é que todas essas transformações tiveram início a partir de investimentos públicos americanos em pesquisa e projetos tecnológicos, especialmente do Departamento de Defesa e da National Science Foundation. Vale dizer que os americanos são campeões em política industrial! Para conferir, vejam a 'Strategy for American Inovation', lançada em 2009 e atualizada neste ano.
Voltando à internet... além de mudar nossas vidas, esses investimentos resultaram em uma verdadeira nova economia. Inúmeras oportunidades, tecnologias, negócios, fortunas, modelos de negócios, inovações, casos de sucesso, escândalos, grandes companhias (alguém poderia imaginar o Google em 1968?) etc. surgiram daí.
Há uma importante lição a aprender acerca da relevância e do potencial de impacto de investimentos e empreendimentos públicos focados em tecnologia, dirigidos a problemas complexos e conectados com o que há de mais dinâmico na indústria. A experiência internacional mostra a relevância que tem programas orientados segundo plataformas de inovação que combinem problemas complexos (saúde, mobilidade urbana, segurança, espaço etc.) e demandas por tecnologias.
Guardadas as proporções, o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), fundamental iniciativa do Governo Federal, traz uma oportunidade importante para o Brasil.
Falando em empreender... a Pesquisa Fapesp traz também uma reportagem sobre um projeto fantástico, de gente empreendedora. Um grupo de estudantes de uma escola pública municipal... repito... escola pública municipal de Ubatuba, SP, está construindo e irá lançar ao espaço um satélite! Vale ler e se encantar! Para não ‘perder a piada’: só espero que não chova no dia do lançamento!
Aqui estou... e você também! Estamos todos, na internet!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Confiança e eficiência

A divisão social do trabalho na sociedade e a busca de formas mais eficientes de fazê-lo são temas que estão em tela há muito no mundo das ciências sociais aplicadas, com ramificações para as engenharias (com essa tal de Engenharia de Produção...). De certo, a preocupação com essas questões proveu a motivação central para a fundação da disciplina da Economia. E ei-los aí hoje, os economistas, a vaticinar o que será do País, de nossas vidas, das empresas e do mundo! Viva os novos magos da mídia!
A questão básica da alocação eficiente dos recursos na sociedade para a produção dos bens e serviços necessários ao seu bem estar e progresso tem duas soluções canônicas: o mercado e as organizações hierárquicas (a firma). No meio do caminho, surgem as ‘organizações em rede’ ou ‘híbridas’. Como diz um amigo, entre o preto e o branco existem diferentes tons de cinza.
Kenneth Arrow, professor de Stanford, e ganhador do Premio Nobel de Economia 1972, escreve com elegância, precisão e de forma elaborada sobre as diferentes formas de organização/divisão do trabalho e o seu o funcionamento, discutindo aspectos como captura e processamento de informações, tomada e decisão, autoridade e responsabilidade. O livro é gostoso de ler, a leitura agradável e rápida.
Particularmente, penso que a principal contribuição de Arrow reside na noção de que a ‘confiança’ tem valor econômico. Nas suas palavras: “…trust is an important lubricant of a social system. It is extremely efficient; it saves a lot of trouble to have a fair degree of reliance on other people’s word” (Arrow, 1974, pp. 35).
A emergência de novas formas de produção e organização do trabalho inclui, em grande medida, soluções do tipo organizações em rede. Para o funcionamento dessas, a confiança é um aspecto ainda mais crítico.
A vida em Brasília e a insuportável seara da disputa de cargos me fazem pensar mais além no valor econômico da confiança, especialmente nestes tempos de mudança de governo. O ‘sistema’ seria muito mais eficiente com mais confiança!
Boa leitura!  E.. por favor, confiem neste post!

Being human

Não foi pela matéria da capa que gostei dessa edição da Newsweek. Foi especialmente pelo belo texto de Andrew Solomon sobre a sua 'família realmente moderna'.
Andrew é gay, casado com John. Ambos tem um filho, George, que foi gestado por Laura. Laura é casada com Tammy, elas tem dois filhos: Lucy e Oliver, que nasceram de esperma doado por John. Andrew também e pai da pequena Blaine (“Little Blaine”), cuja mãe é Blaine, casada com Richard!
História complexa essa, não? Sim, eu sei... demorei para compreender quem é quem, ou melhor, quem é filho, pai/mãe ou casado com quem. E vejam que a matéria inclui até um diagrama de blocos em cores para tentar explicar essas complexas e heterodoxas relações!
A primeira questão que chamou minha atenção: estamos frente a um novo mundo, no qual novos tipos de relações e agrupamentos sociais, produtivos e familiares, estão a emergir. Isso é novo, e traz consigo várias questões.
O artigo é muito bem escrito – o autor já foi short listed para o Pulitzer. A narrativa é carregada de ternura e humanidade. Joga luz sobre muitos conflitos, amadurecimentos, questionamentos, dúvidas, receios, afetos, aprendizados e alegrias em vidas que se encontram (e novas que são criadas) e exigem a revisão de conceitos, valores e estruturas sociais.
Pareceu-me uma bela historia, cheia de descobertas e, acima de tudo, humanidade.
Andrew é autor de um livro e outro sobre ‘novos modelos de famílias’ será publicado em 2012. Não creio que eu venha a comprar/ler, mas recomendo ler a matéria na Newsweek, para pensar nas pessoas, nos valores de todos nós e em como o mundo muda (e mudará)!
Pra quem necessita rever seus conceitos, sugiro uma trilha sonora do AC/DC: shake your foundations!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Excelente edição

Está (estava) excelente a edição 361 da Carta Capital.
A revista faz uma cobertura rara na mídia brasileira sobre o Oriente Médio e seus conflitos atuais. Por aqui, grassam as superficialidades e estereótipos sobre o Oriente e o mundo Árabe. Não é o que se encontra na CC, que confere ao tema uma leitura à altura de sua complexidade.
Adoro (o pouco que conheço do Mundo Árabe), deveríamos ler/conhecer/interagir mais aqui no Brasil com esse universo, ainda mais se lembrarmos que temos uma forte imigração árabe para estas terras do novo mundo.
Também na Carta Capital, boa matéria sobre as redes sociais e seus (possíveis) impactos negativos nas vidas e nas relações humanas, originalmente publicada em The Observer e traduzida para o Português. Diz o lead: "redes como o Facebook mais isolam do que unem, segundo um número crescente de estudiosos". Não sei não.... Mas vale a pena pensar! Leiam os textos, e os livros indicados na matéria, e tirem as suas conclusões.
Adoro o Twitter, informa-me mais que os jornais. Acho o Facebook uma chatice, coisa de adolescente (no prejudice at all, mas já passei faz tempo dessa fase, infelizmente). Aliás... Vou apagar a minha conta!
De resto, bons textos do Delfim Netto e do ex-presidente do Palmeiras!
Como bônus, a semanal mantém seu delicioso estilo 'sarcástico light’. Boa leitura!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Para o Brasil de hoje


A economia brasileira se internacionaliza. Precisa se internacionalizar! Se as empresas brasileiras não se internacionalizarem, estarão em posição de desvantagem frente a seus concorrentes internacionais.
O investimento externo direto (IED) (i) permite/demanda o  desenvolvimento de novas e sofistcadas competências de negócios e (ii) possibilita o acesso a novos mercados e o incremento da escala - levando a ganhos de esccala e escopo.
Vale dizer que é falsa a idéia de que investir no exterior significa exportar empregos. O IED das empresas brasileiras gera mais e melhores empregos no Brasil, mostra pesquisa do IPEA publicada ainda em 2005.
A Revista PIB é contemporânea, joga luz sobre os casos das empresas brasileiras que se internacionalizam, a presença política e econômica do País no exterior e as 'questões' que daí surgem. Vale ler! É uma revista para um Brasil que tem ambição e presença crescente no mundo!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pra onde ir?


Vivemos em cidades, cada vez mais.
Eu sou um ser urbano, com certeza.
Pois bem, este livro de Richard Florida é gostoso e fácil de ler. A mensagem é simples: cidades têm personalidades, lógicas, características e oportunidades distintas... você deve escolher aquela que mais se adaptar ao seu momento de vida, seu estilo, suas ambições.
Além de apresentar e desenvolver esse argumento, esta obra traz uma estrutura lógica para ajudar aqueles interessados na escolha de uma cidade. Vale ler!
Eu estou pensando em mudar para um lugar mais criativo, dinâmico e não tão caro! Já montei a minha matriz!
Aliás, é possível fazer isso no 'place finder' do site do autor! 

Ciências & crianças


No Brasil, é muito difícil encontrar um local interessante para levar crianças e estimular seu interesse pelas ciências. Quando era criança, nunca tive a oportunidade de visitar nenhum museu de ciências. Hoje, conheço poucos locais no Brasil que possam vagamente despertar o interesse dos pequenos pelos fenômenos do mundo que nos rodeia e o conhecimento. Destaco três (aliás... só conheço esses): o Museu de Ciências da PUC-RS, a Estação Ciência da USP e o Catavento. 
Vale a nota: Brasília é uma vergonha! Não tem nem um planetário! A capital do País é de uma mediocridade total, atroz! Que tipo de gente Brasília forma?
A sempre competente Pesquisa Fapesp traz uma excelente entrevista com o professor Herch Moysés Nussenzveig, que está a frente de um projeto que visa popularizar no Brasil kits de ciências para crianças. 
No mesmo número, encontra-se matéria sobre projeto que visa 'modernizar' o ensino da matemática no Brasil. Isso passa por incorporar novos conteúdos e novos métodos e qualificar os professores! 

Inteligência e estilo no papel e na web


Nunca tinha comprado ou lido a Galileu, gostei, muito!
Arrisco dizer que é uma 'Wired brasileira' (alguém sabe dizer se o projeto editorial da Galileu é original da Abril ou comprado fora do Brasil??). O estilo é ágil e 'antenado'. Contém ótimos infográficos, o projeto gráfico é contemporâneo, os temas são legais e os textos são bons.
Vale a pena ler, mesmo!
Esta edição contém boas matérias sobre memória, Apple e a 'figuraça' Steve Wozniak, missão a Marte, realidade virtual, produção cultural alternativa (confiram A Banca) etc.
O site da Galileu também é ótimo! é uma revista pensada para ter complemento na web, feita por gente que tem 'modelo mental web'.

domingo, 22 de agosto de 2010

Lula

Boa entrevista com o Presidente Lula na edição de 11 de agosto da IstoÉ.
A matéria de apresentação e a entrevista (em duas partes) estão disponíveis no site (aberto) da Revista.
Vale ler e pensar no Brasil. 

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Gente para um País que cresce


A Autodata é uma revista especializada na indústria automotiva. Estratégias, economia da indústria, fofocas, histórias, personagens, tecnologias, crônicas e anedotas da indústria no Brasil... está tudo lá. Para quem é novo no ramo, vale ler para conhecer o jargão da indústria e saber quem é quem. Para quem já conhece, vale ler para se manter atualizado. Eu lia mensalmente na época em que estudei a indústria automotiva. Faz tempo....
A edição de junho traz matéria de capa sobre a falta de engenheiros para a indústria automotiva brasileira. Belo tema. Que bom que hoje é essa a preocupação, e não a falta de empregos. Falta gente para um País que cresce...
A matéria é boa, equilibrada. Resumo: está difícil encontrar engenheiros, mas não houve um 'apagão de mão de obra', como muitos chegaram a predizer.
O Brasil forma cerca de 60.000 pessoas em engenharias, tecnologia e ciências exatas a cada ano, conforme dados no site do INEP. A questão é que formar um engenheiro de projeto demanda tempo. Um projetista só é formado trabalhando em projeto!
O 'caso' da indústria automotiva serve também para marcar um ponto chave: não há desenvolvimento sem que o Estado tenha um papel central. Se não fosse assim, o 'mercado' já teria se encarregado de formar os recursos humanos necessários à indústria. Apesar do boom do ensino superior privado da década de 1990, o 'mercado' não conseguiu dar conta das necessidades de engenheiros das empresas. Já pararam para pensar por que? Vale pensar....
Não se trata de negar o mercado, mas sim, de dizer que arranjos público-privados são necessários.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Empreender


A edição de junho da Empresas & Negócios traz boas matérias sobre empreendimentos na internet.
Também há matéria (vá lá... está mais para perfil do que matéria...) sobre os novos empreendedores Endeavor. 
Em tempo... participei (assisti painel e perticipei como debatedor de mesa redonda) do painel global de avalição de empreendedores/empresas, no Rio, em março, gostei muito! Sugiro a todos que tem um empreendimento com alto potencial de crescimento participar desse circuito para aprender e desenvolver rede de contatos. Inscrições/cadastro no site da Endeavor Brasil. Vale a pena!
Com relação à revista, é um bom repositório de informações para quem pensa em empreender. 
Esta edição também tem matéria sobre incubadoras tecnológicas, tema sobre o qual dei pitacos em post do início do mês de julho, neste blog.

sábado, 3 de julho de 2010

Leitura leve e rápida

Não é dos melhores livros de Luis fernando Veríssimo. Inicia interessante, o meio é bom, o final deixa a desejar.
Recomendo para viagens rápidas. Leitura leve.
Leitores de avião do mundo, uní-vos!

Revista velha, idéia nova & empresas nascentes

A edição de junho de 2009 da Inc. (isso mesmo, 2009...) traz uma boa matéria com Paul Graham, fundador da YCombinator. A matéria está disponível no site da revista.
A revista é velha, mas o tema é atual. Mais do que isso, é urgente para o Brasil. O elo perdido para a inovação no Brasil não é tecnologia (que evidentemente é fundamental, precisamos muito, cada vez mais etc.), mas sim empreendedorismo e negócios! É aí que reside uma das principais diferenças com relação ao ecossistema de inovação americano, com larga vantagem para o lado de lá. Falta-nos, ainda, a abundância de recursos (pessoas experientes, empresas especializadas, competências, capital etc.) disponíveis para a estruturação de novas empresas que se encontra nos EUA.
Segundo a Anprotec, o Brasil tem hoje cerca de 400 incubadoras tecnológicas. De um lado, trata-se de um estupendo sucesso, que resultou especialmente do empreendedorismo de gestores e pesquisadores dentro de instituiçoes de ensino e pesquisa (públicas, na sua maioria); em pouco mais de 20 anos, milhares de empresas foram criadas e graduadas. De outro lado, existem pouquíssimos casos de empresas surgidas em incubadoras que tenham 'estourado no mercado' (o grande sucesso é a Bematech... alguém conhece outro?), o circuito das incubadoras é ainda muito fechado, protegido (as empresas não sentem a pressão real do mercado) e pouco conectado ao mundo dos negócios. A administração das incubadoras brasileiras é feita, na maioria dos casos, por pesquisadores e gestores públicos, sem experiência de mercado na criação de novas empresas. A conexão dos mundos dos negócios e das incubadoras tecnológicas brasileiras ainda é um desafio.
Existem poucas incubadoras privadas no Brasil. Desconheço se existem incubadoras for profit (alguém sabe?). MAs isto está mudando, e já é possível notar o 'desembarque no País de incubadoras (sem falar nos inúmeros fundos...) que operam em outros países, como a The Hub, que já tem operação em São Paulo. Ao mesmo tempo, incubadoras já estabelecidas apostam na profissionalização dos seus quadros e na contratação de profissionais do mercado.
A Y Combinator é uma experiência nova, mesmo nos EUA. O modelo me parece interessante, mas não sei até que ponto pode ser replicado aqui. Talvez em lugares dinâmicos, como São Paulo... Tenho interesse pessoal e ficarei de olho! Minha visão de futuro profissional/pessoal inclui a montagem de um fundo+incubadora+consultoria+lounge. Alguém interessado?
Por enquanto, vale ler a revista!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Inovação: para onde o Brasil quer ir?

Este livro é uma bela obra, recheada de informações sobres os países pesquisados (Canadá, EUA, Finlândia, França, Irlanda, Japão e Reino Unido) e propostas para o Brasil.
Resulta de pesquisa contratada pela ABDI junto ao Cebrap e executada por equipe do Observatório da Inovação e Competitividade da USP. 
Sou suspeito para dizer, pois coordenei o projeto pela ABDI, mas se trata de um ótimo livro!
Está disponível para download no site da ABDI.
Fica a provocação: o que o Brasil quer ser quando crescer? Como faremos para chegar lá?
Importantes pistas sobre o como avançar rumo a um País com uma economia mais dinâmica e competitiva estão nesta obra. Os desafios, especialmente o institucional, não são triviais. É preciso construir consensos e reunir força política para realizar as mudanças institucionais necessárias.
Vale ler e pensar sobre o futuro do País. A época é propícia!

Buenos Aires...

Excelente guia de Buenos Aires. Escrito por argentinos, com ótimas dicas, das triviais às incomuns. Utilizei nas curtas e recentes férias às margens do Prata.
Tenho a edição de 2008, que continua super atual, dá para confiar nas informações e fones. Confrir com a Editora se há uma nova edição é uma boa.
Buenos Aites tem um excelente (realmente excelente) sítio internet de turismo, mantido pela municipalidade. Consultem!
Vale passear por lá!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Nós

Este livro é o catálogo da exposição "Corpos", que está na Oca do Ibirapuera, em São Paulo! Fantástica! Recomendo visitar!
As técnicas utilizadas na preparação dos corpos (sim... para quem não sabe: são cadáveres dissecados, reais, tratados com polímeros, cortados, fatiados e recortados, preparados para a exibição...) e os resultados são incríveis. Uma explicação expedita consta do site da exposição.
Que seres incríveis, complexos e improváveis somos nós!

Futebol, tanguedias, risos e pensamentos

A edição da Piauí de maio estava ótima! Divertida, crítica, inteligente! 
Nestes tempos de Copa do Mundo (e nos tempos vindouros do certame de 2014, a ser realizado nestas terras tupiniquins), é bom que pensemos todos: vale a pena um país investir para sediar a Copa? Por que? A matéria sobre o assunto, assinada por Daniela Pinheiro, é 'show de bola'!
Agora, para rir mesmo, tem-se que ler The piauí Herald! Lembrou-me o finado Planeta Diário, quando a turma que hoje está no Casseta & Planeta não era chata e repetitiva, mas inovadora (para a época) e criativa. Por que Dilma? Por que Serra? Por que Marina? Leia e ria, ria, muito! É de chorar de rir! 
Gostei também de ler o diário de Adriana Marcolini às margens do Prata e o relato de suas aventuras tangueras. Amanhã vou para aquelas bandas, para uns rápidos dias de férias. Não me aventurarei no tango, mas aproveitarei as dicas e talvez vá conhecer os locais.
De volta às coisas sérias, vale ler a reportagem sobre os moradores de rua do Rio de Janeiro.
Recomendo ler, rir e pensar! 

domingo, 30 de maio de 2010

Seattle, Palo Alto e Port-au-Prince

A reportagem de capa é fraca, deixa muito a desejar, não gostei.
Agora... a reportagem sobre o terremoto do Haiti e a atuação das (inúmeras) organizações envolvidas no socorro às vítimas está ótima. O autor acompanhou, no campo, a rotina pós terremoto de diferentes organizações humanitárias no Haiti - e algumas personagens específicas, como um controlador/organizador de aeródromos finlandês.
As questões críticas para que a ajuda humanitária seja efetiva e realmente capaz de atender às necessidades das vítimas: (i) coordenação entre várias organizações, de inúmeros países, e (ii) eficiência dos sistemas logísticos.
Existem boas e más novas nesse terreno. 
De um lado, cada vez mais as organizações humanitárias adotam soluções de logística e SCM modernas, que incorporam práticas dos mundos militar e de negócios. De outro, é crescente o número de desastres naturais e pessoas afetadas a cada ano no planeta.
Para quem tiver interesse em se engajar nese tipo de esfoço, vale consultar o site da ONU que traz ofertas de jobs em organizações humanitárias.