sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Altos e baixos

Por um bom tempo estudei e trabalhaei para ajudar organizações a implantar conceitos/soluções do Sistema Toyota de Produção.
Recentemente, a Toyota anunciou o maior recall da sua história. A marca e a empresa foram bastante impactadas, incluindo faturamento e mkt cap. Interessante ver isso....
Por que isso aconteceu com essa empresa emblemática? Essa pergunta é feita na matéria da Time de 22 de fevereiro.
Quando fui ao Japão, em 1996, já estava claro que a economia japonesa havia estagnado. A necessidade de renovação e dinamização da economia e das corporações era explicitamente abordada por todos os interlocutores.
A lição chave a aprender: o sucesso do passado/presente pode ser a prisão mental/organizacional que bloqueia a percepção de sinais que indicam a necessidade de mudança.
Pergunta: como mudará a Toyota? Vale a pena aguardar para ver... e rodar!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Turning point

Avatar mudou a história do cinema!
Nunca antes na história dessa telona vimos algo assim.
A Super Interessante está com uma edição especial sobre o filme. Bastante interessante, apesar de achar que o "Super" interessante é demais.... confesso: gostaria que contivesse mais coisas sobre tecnologia.
Para quem não sabe: Avatar usa menos pós produção do que nossa (minha) vã ignorância tecnológica poderia supor. Na verdade... o James Cameron desenvolveu tecnologia para o rodar o filme, hardware e software. Na filmagem de Avatar, a renderização é feita em tempo real. Fantástico! 
Recomendo assisitir!
Para quem já viu... leia a revista.

Sucesso

Sucesso!
Este livro de Malcolm Gladwell é certamente um sucesso. Está há 63 semanas na lista dos mais vendidos do NYT!
O livro oferece uma perspectiva astuta, com base analítica e pouco explorada do 'sucesso'. Diz o senso comum (cada vez mais...?) que sucesso é algo ao alcance de todos, basta ir atrás dele.... 
Gladwell analisa dados, identifica padrões e conclui: não é bem assim! Nem sempre os 'melhores' são aqueles que têm mais sucesso!
O sucesso depende de várias coisas.... das relações sociais e da rede de amigos, de onde e quando (mês e ano) alguém nasce, do sujeito ter dinheiro que possibilite ter tempo livre para que se dedique a estudar/praticar um esporte e/ou ofício qualquer etc.
O livro é ótimo de ler. Leve, inspirador, divertido, instigante.
Boa leitura... e sucesso!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Desenvolvimento, inclusão e lucro!

A idéia é trivial e o livro 'antigo' (a edição original, em Língua Inglesa, é de 2005), mas pouco entendida/praticada... É o seguinte: 
(i) os mercados dos estratos da população de menor renda (e dos países emergentes de forma geral) requerem produtos específicos, têm características de consumo, necessidades e preferências específicas;
(ii) tratam-se de mercados grandes e que crescem, crescem...;
(iii) os mercados do norte estão estagnados (porque lá todos já 'compraram');
(iv) quem conseguir oferecer produtos adequados a quem está na base da pirâmide social e de consumo, a preços adequados, poderá auferir lucro que outros não conseguem;
(v) é possível gerar oportunidades de negócios, trabalho, renda, ascensão social, cresimento de mercado, mais negócios etc. a partir do desenvolvimento de negócios e soluções focadas nos mercados da 'base da pirâmide'.
Vejamos o caso do Brasil.... a distribuição de renda (ver dados no Cadernos Destaques) dos anos recentes permitiu que muitos saíssem da miséria e outros adentrassem o mercado de consumo. Como resultado, mesmo em um 'ano de crise', o mercado interno segurou a demanda e o crescimento.
Ah... o livro do Prahalad contém um caso brasileiro: Casas Bahia. O Abílio Diniz gostou!
Vale ler e praticar. Para ganhar dinheiro, para mudar o mundo!

Das Arábias

Este é da série "vale ver e ler"....
Edge of Arabia é uma exposição que reúne obras de diferentes artistas contemporâneos da Arábia Saudita. Inclui expressões artísticas variadas, como fotogafia, pintura, colagem, escultura e outras.
Trata-se de exposição itinerante, com exibições previstas para Berlin e Istambul este ano.
O mundo árabe é fantástico, riquíssimo em termos culturais, mas muito pouco conhecido aqui. Este livro e a exposição que o originam são meios interessantes para se ver o mundo árabe muito além dos estereótipos e das idéias pré-concebidas. Além de reproduções/fotos das obras, o livro conta um pouco da história dos artistas.
Gostei particularmente das esculturas de Noha Al-Sharif, das fotos de Reem Al-Faisal (o site tem fotos fantásticas... acessem...) e dos desenhos geométricos de Lulwah Al-Homoud.
Comprei o livro em Riyadh (vale conhecer), durante o GCF, mas pode ser comprado na internet.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A liberdade...

Excelente livro! Divertido, humano, inpirador, corajoso!
Li vários do Érico Veríssimo, todos de "O Tempo e o Vento". 
Este é diferente, pois foi escrito 'no presente'. Lançado em 1972, no auge da ditadura, relata um fato 'pitoresco' ocorrido na imaginária (imaginária?) Antares em 1963.
No auge da ditadura militar, brada por LIBERDADE!
Para ser franco, nem sei como foi publicado...
Vale ler, rir, pensar, sentir e nunca esquecer... para que não tenhamos mais trevas no Brasil.
Para um gaúcho, como eu, não se pode deixar de pensar nas ´várias 'Antares' que existem no Rio Grande do Sul. Com certeza, com suas peculiaridades, também em outros lados.
Tanto esta história como o Tempo e o Vento viraram miniséries da Globo. Vale assistir!
Liberdade..... recomendo viver!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Uma ótima edição... para iniciar 2010.

Está excelente a edição de 13 de janeiro da Carta Capital. 
Textos com conteúdo e sobriedade; entrevistas muito bem feitas. Destaco as entrevistas com Delfim Neto e Fábio Comparato. A matéria sobre a política externa brasileira também está ótima, escrita com ponderação e sem clichês. Mais do que isso, escrita para um Brasil que não tem complexo de inferioridade, que tem voz, posição e um papel no cenário global. Vale ler!
Bem vindos a 2010!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Craque do cálculo e da palavra!

Craque de bola, o Evando diz que foi. De fato, não sei... Talvez o desafie algum dia para uma contenda futebolística. Provável é, que perca feio, este que aqui escreve. Afinal de contas... a bola me enrola; com a bola, enrolo-me; e entre os pernetas, arrolam-me!
Agora, de cálculo eu sei que craque o Evando é, pelos feitos e o curriculum. De palavra, mais ainda, pelo que li e ouvi do próprio, nos bons e saudosos tempos de convivência no Planalto Central.
Pois bem, lançou hoje (16-dez-2009) mais uma gostosa obra o Evando Mirra. Alguns textos eu tive o prazer de conhecer antes desta oportuna e inspirada edição. Ótimos! Singulares na erudição e na ponte do pensamento analítico preciso e astuto com a expressão cativante.
É mais uma obra da Editora Papagaio, da série innova signa, que vai à praça com o apoio e o 'agito' da equipe do Observatório da Inovação e Competitividade do IEA/USP, coordenado pelo Glauco Arbix.
Vale ler, para se divertir e aprender!
Boa leitura, boas risadas, boas reflexões!

É tempo de crescer!

Bom artigo (na chamada da capa) do presidente do Palmeiras e companheiros nesta edição do 'Diplô' Brasil.
Difícil é conseguir 'scannear' um jornal com essas dimensões... meu scanner cansou: ufa!
Vale ver, em particular porque teremos eleições no próximo ano e as visões distintas da relação do Brasil (e nossa economia) com o mundo estarão em debate.

Meio século

Brasília é um lugar estranho, muito estranho....
Hoje, perdi-me mais uma vez na sopa de letrinhas e endereços indecifráveis desta capital.
Lucio Costa e Oscar Niemeyer não tiveram coragem de morar aqui! Sábios eles... desenharam, receberam os louros e caíram fora desta pretensa cidade parque, desenhada para que as pessoas não se encontrem e todos dependam de automóveis!
Mas.... além de um importante impacto positivo para a interiorização do desenvolvimento, Brasília também tem seus pontos positivos.
Chegando aos 50, vale o registro da Veja. Confiram, está nas bancas.


E nós... para onde vamos?

Lá vou eu de novo, 'blogar' sobre algo já velho. Bem... o que fazer se 'tornar-se imediatamente obsoleta' é propriedade inata a qualquer matéria e informação nestes dias de hoje?
Pois vamos lá...
A edição de 23 de novembro da Newsweek traz na capa a chamada para uma matéria que descortina o 'temor' americano do 'declínio da capacidade de inovação' da poderosa Nação do norte. Vale ler.
Essa preocupação não é nova. Em 2007, escutei George Atkinson, então assessor de Ciência e Tecnologia da Secretária de Estado Americana, discorrer sobre o tema.

Há um deslocamento da produção mundial de conhecimento ruma à Ásia; está a emergir uma nova 'geografia do conhecimento'. Vejamos um proxy dessas transformações: em 1983, cerca de 75% dos artigos publicados na série de journals Physical Review e na Physical Review Letters eram de autores americanos ou residentes nos EUA; em 2004, os artigos 'americanos' representavam 33%.
A matéria da Newsweek coloca em tela outra questão: a importância dos grandes projetos nacionais de pesquisa em áreas de fronteira, capazes de produzir grandes mobilizações de esforços e conhecimentos e produzir inúmeros 'efeitos colateriais desejados' (transbordamentos, ou 'spillovers', diriam os economistas), gerando novas tecnologias e produtos.´
O que esta matéria pode dizer para o caso brasileiro?
O Brasil logrou crescer sua participação na produção mundial de conhecimento, mdida pelo número de papers indexados, mas ainda temos pela frente o gigantesco desafio de transformar conhecimento em valor econômico. Se estamos do lado dos que, como diz a Newsweek, estão a reduzir o gap de conhecimento com os EUA, não se faz visível no Brasil a existência de uma efetiva preocupação nacional com a capacidade de inovar como se vê naquele País.
Nossa história é repleta de exemplos de 'grandes projetos' patrocinados pelo Estado. Muitos bem sucedidos, como os casos da Vale, Petrobrás e Embraer nos fazem lembrar. Mesmo que os tempos e o 'problema a enfentar' sejam outros, não podemos abdicar de implantar projetos tecnológicos mobilizadores, de grande porte, com arranjos público-privados. Vale lembrar que, mesmo com recursos bem mais escassos que os americanos, temos no Brasil belos exemplos de projetos de pesquisa super eficientes no uso dos recursos e com ótimos resultados, como o sequenciamento do DNA da Xylella fastidiosa, financiado pela FAPESP e executado em rede por mais de 10 instituições de pesquisa.
Enfim... temos boas experiências e estamos no grupo dos que reduzem o gap, mas precisamos ter pressa, articular melhor as ações e, acima de tudo, construir consenso em torno da idéia de que a produção de valor econômico pela aplicação de conhecimento é 'a questão chave' para o futuro do País.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O País do presente

A revista já deve ter saído das bancas, mas vale procurar e ler.
O Brasil nunca este em evidência como agora.
Nos últimos anos logramos avançar no País, conciliando inclusão social e desenvolvimento econômico. Mais do que isso, invertendo a equação e 'turbinando' o desenvolvimento através da inclusão social. Foi o mercado interno que segurou a economia brasileira do tranco da 'crise internacional'.
Os olhos do mundo se voltam para o Brasil. Nunca tivemos o estoque de recursos (humanos, financeiros, capital social etc.) que agora dispomos.
É chegada a hora de promovermos as mudanças institucionais que são necessárias para que possamos, de fato, destravar a economia, fomentar a inovação e o empreendedorismo, mudar qualitativamente o País e fazer justiça a nossa gente.

Histórias que valem a pena


Talvez um maiores desafios que temos hoje no Brasil seja consolidar uma cultura empreendedora. Não uma cultura empreendedora por necessidade (caso daqueles que estão no limite da sobrevivência e só tem o 'empreender' como alternativa), mas sim, uma cultura na qual empreender é 'a forma legítima/preferencial' para criar valor, gerar oportunidades para outras pessoas, mudar o mundo, ganhar dinheiro, ascender socialmente etc.
A construção dessa cultura passa pela disseminação na sociedade de histórias de sucesso de empreendedores e suas organizações.
A FIERGS publicou um livro interessante sobre a história da indústria do RS. É um livro sobre empreendedores gaúchos, as organizações que eles criaram, suas transformações ao longo do tempo etc. As histórias são simples, bem escritas, sem caráter laudatório. Vale ler.
Ganhei de presente quando fui a Porto Alegre participar no Segundo Congresso de Inovação da FIERGS. Diga-se de passagem, bom evento, valeu a pena participar!


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Que delícia!

Que texto gostoso, que leitura agradável.... que delícia!
Nada mal, 'peruanito' (leiam para entender) Vargas Llosa. Bom de ler e de sonhar.
Essa menina má só conheci na ficção, mas existem muitas por aí! Leiam, cuidem-se e divirtam-se!

PS: meu scanner estava quebrado, voltou à vida! E eu à prosa!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Nós e as coisas

Este é um livro sobre design, para designers, não designers e todos os interessados e curiosos em saber um pouco mais sobre como as coisas presentes em nosso cotidiano vieram a ser o e são. Não trata do design de artefatos, mas sim do projeto das relações/interações que teremos (nós, pessoas, usuários, consumidores, cidadãos...) com com os artefatos (objetos concretos e softwares) e, a partir disso, do projeto das coisas em si.
Foi elaborado a partir de entrevistas com 40 profissionais e apresenta os processos desses, em projetos reais, interessantes e transformadores (mouse para computador, iPod, Google etc.).
Além histórias, tem cnteúdo metodológico. Comentário pessoal: lembrou-me soft systems methodology e outras abordagens de PO soft (velhos tempos...).
É gostoso de ler e ver, pois inclui vídeo e muitas fotos.

Pesquisa e riqueza

A Revista Pesquisa Fapesp é uma das melhores revistas de divulgação da produção científica brasileira (ok... como o próprio nome indica, preferencialmente da produção paulista, mas não só).
Particularmente, gosto das seções (incluídas as subseções dessas) "Estratégias" e "Linha de Produção", presentes em todas as edições.
A edição de agosto de 2009 da Pesquisa Fapesp traz uma boa e original matéria sobre os 40 anos da primeira caminhada na lua, realizada em 20 de julho de 1969. O ponto central da matéria é que o projeto Apollo, da NASA, demandou e viabilizou o desenvolvimento de várias tecnologias (de materiais, da informação, microeletrônica, processamento de alimentos etc.) que hoje estão presentes nas organizações e em artefatos de nossa vida cotidiana. Os desenvolvimentos tecnológicos realizados tiveram múltiplos desdobramentos e permitiram o surgimento de novas empresas e negócios - em contraste com o programa soviético, fechado e sem transbordamentos para o tecido produtivo.
Duas questões merecem nossa atenção quando da reflexão sobre o Brasil contemporâneo:
1. a relevância da implantação de grandes programas nacionais de tecnologia que vinculem instituições de pesquisa, governo e empresas;
2. a necessidade de organização desses programas segundo plataformas de pesquisa orientadas para problemas/desafios concretos e multidisciplinares, e não para tipos de tecnologias ou áreas do conhecimento específicas.
Nestes 'tempos de pré-sal', não podemos deixar de pensar nas oportunidades para o País que poderão surgir. Caberá a nós saber aproveitá-las!
Valer ler a matéria e também ver e ler...
Boa leitura! Boa reflexão!


Comunicação.... ai que coisa difícil!

Este livro de Heródoto Barbeiro trata de um assunto importantíssimo e... complicadíssimo: comunicação.
Todos precisamos nos comunicar, e sabemos (será?) que não é fácil. Aqueles que, por ossos do ofício, precisam interagir com a mídia, tem um desafio ainda maior.
O livro traz dicas objetivas e procura desmistificar o contato com a mídia. Vale conferir os checklists (de erros comuns, expressõee úteis etc.) que constam dos capítulos finais.
Boa leitura e boas falas!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Crianças de todas as idades

Para lembrar, em grande estilo, a criança que todos já fomos e que, de alguma forma, ainda está dentro de cada um.
Para rir, para rir, muito....!
Ganhei de presente, de quem amo. Adorei!

Do lado do Brasil

A edição de 15 a 21 de agosto de The Economist contém três matérias sobre o Brasil e/ou que tem o País como protagonista.
Destaca-se a matéria de capa (da edição que circulou no Brasil, pois no hemisfério norte, apesar do conteúdo ser o mesmo, a capa é sobre a Ásia!), que questiona as ações de integração sul-sul empreendidas pelo País e as relações com a Venezuela.
A pergunta não cabe, é tola... mas vale ler a revista!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Fast reading

Boa edição da FastCompay (jul/ago 2009).
Dois temas destacados e bem atuais: (i) tecnologia para saúde com aplicações de biometria e análise de dados - são várias matérias e não só esta para a qual aponta o link, e (ii) energia.
Vale ler!
Aliás... a Fast Company tem sáido com edições bastante interessantes. Vale conferir no site as notas e os short vídeos com as '100 pessoas mais criativas'.

domingo, 19 de julho de 2009

No caminho das índias

A Índia está na moda aqui pelo Brasil, temos até novela brasileira ambientada naquele País. Mas....pouco conhecemos da Índia.
Uma boa dica para capturar a diversidade indiana (que eu não conheço 'ao vivo e a cores' - muitas cores...) é esta deliciosa obra de Suketu Mehta.
O livro é soberbo, escrito com maestria. Um dos melhores textos que já li. As histórias narradas são ótimas.
Indo do relato da experiência pessoal de retornar como 'quase estrangeiro' ao seu próprio país até a narrativa da 'vida dividida pelo ódio' de muçulmanos e hindus, Maximum City vale ser lido.

Eleições 2010

Excelente a matéria sobre Dilma Roussef na Piauí de Julho!
Por que alguém se destaca dos demais? Bons 'insights' na matéria principal desta dição.
Julho está quase acabando e 2010 ainda está um pouco longe, mas vale ler!

PS: divertidíssimo o 'diário de viagem' de Kenneth Colgan no Brasil, na mesma edição.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A mente

A edição de junho da Piauí (na minha modestíssima opinião, a melhor revista brasileira do momento) contém uma matéria muito interessante, e aterradora... Trata-se de relato (angustiado) de uma das passagens da vida de Daphne Merkin e sua constante luta contra a depressão.
A autora escreve para a revista do NYT, onde o texto foi originalmente publicado em maio de 2009.
Nossa mente é poderosa... para o bem e para o mal.
Fica a pergunta: como é que pensamentos sombrios podem tomar alguém de assalto e assumir o controle da mente e da vida?

Dos Andes

As férias nos Andes foram ótimas, maravilhosas. Cheias de cores, sabores e diversão.
Encontrei (na verdade, "meu amor" encontrou; a ela os créditos da descoberta...) este pequeno livro de fotos. Todas tiradas em Cusco e região, entre o início e a metade do século passado.
As fotos são fantásticas!
Aconselho... o livro e o passeio a Cusco.

domingo, 26 de abril de 2009

Segunda-feira

Este é para quem tem que trabalhar, amanhã e depois, depois e depois... e não está a fim!
Sorria!
Só uma coisa: não é para ler. É para rabiscar e brincar, sorrir e debochar!
Boa semana!

Brasil na ponta!

Os projetos do Governo de Barack Obama para a energia incluem a melhoria do sistema elétrico americano.
As redes de transmissão e distribuição de energia elétrica, ou seja, do grid de energia. O Departamento de Energia americano tem uma iniciativa para a implantação de uma 'rede inteligente de transmissão e distribuição' (smart grid).
A edição de abril da Wired traz uma extensa matéria sobre o grid americano, seus problemas e as soluções que estão sendo pensadas, projetadas e implementadas (?).
A experiência brasileira de constituição e operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) é singular e emblemática no mundo. Não há, em todo globo, um sistema interligado com a extensão e a complexidade do brasileiro. O sucesso na construção e operação do sistema foi alcançado com a aplicação de tecnologia desenvolvida no País, fruto direto da competência brasileira e da atuação de órgãos como ONS e CEPEL, universidades, empresas e outras organizações.
Temos tecnologia e gente capaz de resolver problemas importantes do mundo contemporâneo.
Vale ler a matéria da Wired. E refletir... Será que valorizamos e fazemos render globalmente nossos ativos de conhecimeto? Será que os conhecemos?

Tema de hoje

Quais efeitos produzem a consolidação e a proliferação de blocos e acordos regionais de comércio? Esses efeitos contribuem ou dificultam a consolidação de um regine internacional (multilateral) de comércio?
Pesquisadora e profissional da maior competência, Tatiana Prazeres oferece uma leitura contemporânea e informada da complexa dinâmica do comércio internacional.
Para além (muito além...) de qualquer leitura simples ou 'simplória' das relações entre a OMC e os blocos regionais, joga luz sobre a diversidade de efeitos e dinâmicas associadas ao desenvolvimento dos regimes regionais e multilaterais de comércio.
Por um lado, a consolidação de blocos regionais, joga contra a constituição de um regime multilateral de comércio. De outro, favorece-a. Existem antagonismos e complementaridades. Compreender essa realidade complexa, na qual, por definição, diferentes aspectos e circuitos de sobrepõem e confundem, assume ainda maior relevância neste momento de crise. Boa leitura!

Lor hermanos III - Argentinices


Divertidíssimo, este 'quasi pocket book', é um guia do gestuário argentino.
Vale ler.. ou melhor, olhar e rir!

Mineirices criativas & contemporâneas

Este livro de estréia de Leozito Coelho (o nome do cara é "Leonardo") é muito legal. Textos curtos (realmente curtos...), sagazes, divertidos, ácidos e, por vezes, apimentados.
O primeiro (micro) conto já é ótimo, vale o livro. Não pule, leia-o!
A obra é editada pela Mondana, de Belo Horizonte. É uma agência e editora pop, coisa de mineiros descolados.
Além de uma revista que leva o nome da editora/agência, os caras tem o fanzine Idéias Bizarras, muito legal. Conheci com o Leonardo, quando o tipo ainda morava no Planalto Central.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Recordar é viver!


Nestes tempos de 'crises' (financeira, econômica, de idéias e conceitos), vale ler este livro 2002, de Ha-Joon Chang, professor da Universidade de Cambridge.
Chang faz uma análise histórica do desenvolvimento econômico, comparando as trajetórias, políticas e instituições dos 'países desenvolvidos' com as dos 'países em desenvolvimento' e, especialmente, com as 'receitas de desenvolvimento' que os hoje 'desenvolvidos', a grande mídia e as instituições financeiras multilaterais (Banco Mundial, FMI etc.) ditam/apregoam.
As conclusões são muito claras: (i) os países desenvolvidos chegaram aonde chegaram com políticas e práticas econômicas muito distintas das que pregam hoje para a promoção do desenvolvimento dos 'em desenvolvimento', (ii) as políticas e práticas seguidas pelos 'desenvolvidos' estiveram marcadas pela intervenção estatal, protecionismo comercial, apoio dos governos às indútrias nacionais etc., não pelo livre mercado e a abertura comercial, e (iii) não existem evidências factuais capazes de sustentar a idéia de que os países em desenvolvimento se tornarão desenvolvidos se seguirem o que prega o mainstream da economia (liberal).
Do ponto de vista político, a conclusão mais importante de Chang é que a diferença entre o que hoje pregam os países desenvolvidos e as práticas que, no passado, levaram ao seu desenvolvimento é deliberada. Ou seja, o caso é do tipo: "faça o que eu digo, mas não faça o que eu fiz". Esse discurso seria intencional, para 'chutar a escada' e servir ao propósito de não deixar que os 'países em desenvolvimento' atinjam o grau de desenvolvimento e independência que têm os países do norte ('subam de andar').
Muito se pode debater as conclusões de Chang. As condições do mundo de hoje não são as mesmas dos séculos XVII, XIX e XX; por conseguinte, não valem as mesmas soluções. Não vale pensar que adotar hoje as soluções que os países desenvolvidos adotaram há centenas de anos seja a solução.
A grande lição, porém, diz respeito à forma como encaramos (países, cidadãos, formuladores de políticas, pesquisadores etc.) os processos de desenvolvimento. Não há o 'caminho único' e, muito menos, a adoção inconteste das práticas e políticas defendidas pelo mainstream (ainda há isso?) da Economia poderá levar o desenvolvimento. Bom senso, pensamento crítico, compreensão do contexto, capacidade de análise e projeto (formulação) e disciplina de execução são aspectos chaves para o desenvolvimento.
Mais do que liberdade econômica, precisamos de liberdade de pensamento e reflexão para que soluções ajustadas a cada contexto econômico e social possam ser engendradas e postas em práticas! Nada substitui a inteligência!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Para as férias!

Este é um livrinho legal. Trata-se de um 'quase-guia', com menos endereços e telefones de hotéis e restaurantes (veja o Guia Quatro Rodas para isso) e mais informações do tipo 'o que rola em cada lugar'.
Perfeito para o verão!
Boas férias!

Checklist para o ano que inicia

Esta edição conjunta (conjunta?) da Carta Capital com a The Economist é um bom checklist, para ser utilizado no final de 2009. 
No geral, os textos de The Economist são mais elaborados, mas não necessariamente melhores ou mais astutos. A conferir as previsões... em janeiro de 2010!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Viver é muito perigoso!

Será?
Talvez devêssemos correr mais riscos... enfim...
Mas este livro, com certeza, é genial! Difícil de ler, mas genial!
Esta edição vem com um anexo, um livro (livreto) com fotos e textos da instalação feita no Museu da Língua Portuguesa em 2006, em comemoração aos 50 anos da obra.
Deixo-lhes a pergunta: o diabo existe?


quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Los hermanos - II


Fui à Argentina, por primera vez, em 1989. Foi uma festa, que festa! Desde então, retornei algumas vezes, na maioria por prazer.
Marcos Aguinis é um intelectual argentino conhecido. Ocupou diferentes posições no Governo Argentino, dentre as quais a de Secretário de Cultura na gestão de Alfonsin.
Este livro é ótimo. É um best-seller entre los hermanos. Teve ampla repercusão. É fácil e divertido de ler, além de instrutivo sobre a história e os encantos e desencantos de nossos vizinhos. 
Lendo-o, em uma tarde de sol em Ipanema, aprendi, pensei e ri para valer. Lembrei-me tabém, muito, da Campanha do Rio Grande do Sul e seus dramas.
Somente em 2007 fui a Argentina a trabalho pela primeira vez. muita coisa mudou: a Argentina, meus olhos, o Brasil. Lembrei do que li neste livro.
Em tempo, em 2007 saiu 'El atroz encanto de ser argentinos 2'. Ainda não tem tradução em Português. E eu ainda não li, continua na estante.

sábado, 27 de setembro de 2008

Tecnologia, pra valer!

Technology Review é uma publicação do MIT, possivelmente, a mais conhecida universidade tecnológica do mundo.
Sua última edição traz Barack Obama na capa e uma boa matéria sobre sua (inovadora) campanha. Destaque, também, para o 'economista chefe' de Obama e, mais do que isso, a emergência de uma nova geração de economistas em Chicago. Em tempo, assisitiram ao debate de ontem? Está disponível na íntegra no site da CNN.
Na verdade, comprei a revista pelo
TR35. Trata-se da lista de 'jovens inovadores' organizada pela revista e apresentação dos seus projetos/histórias. Vale conferir!

sábado, 20 de setembro de 2008

A grande aventura, a interminável batalha

Li um livro de Fernando Morais pela primeira vez em meados da década de 1980. 'A Ilha' é gostoso de ler e, àquela época, influenciou em minhas idéias sobre igualdade, justiça e humanidade. Depois, li e gostei de 'Olga', versado para o cinema por Jayme Monjardim há poucos anos.
Morais é o biógrafo brasileiro de maior popularidade. Suas obras têm como marca o texto fluído e saboroso de ler do bom jornalismo. Seu sucesso advém, também, das personagens biografadas, tais como Olga e Chateubriand.
A história do 'Brigadeiro' Casimiro Montenegro (na verdade, sua patente no final da carreira era Marechal) é especial. Quem foi ele? Militar, pioneiro da aviação brasileira, revolucionário em 1930, legalista em 1932, criador do Correio Aéreo Nacional (então Correio Militar Nacional), aluno da primeira turma de engenheiros aeronáuticos do Brasil e criador do
ITA e do CTA, de onde foi Diretor nos seus anos dourados. A sua iniciativa, contra os incrédulos, ignorantes e todos tipos de dificuldades, devemos a existência da indústria aeronáutica brasileira.
A história de Montenegor é inspiradora. Trata-se de uma grande aventura. Não só da aventura de um homem genial, mas da aventura da humanidade. Esta obra é uma belíssima história da eterna luta das luzes contra o obscurantismo!
Montenegro era um visionário, um 'fazedor', um pioneiro e uma figura humana fantástica. Um herói brasileiro! Vale ler, vale conhecer, vale aprender e refletir!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Inteligência verde

Amory Lovins não é o primeiro  autor desta ótima obra, mas é a ele que a mesma deve tributo.
Sua iniciativa pioneira, baseada no Rocky Mountain Institute (RMI), tem destaque nestes tempos de enormes desafios ambientais e energéticos.
Para os autores de "Capitalismo Natural", a contrução de um mundo melhor passa pelo projeto de soluções mais inteligentes para produtos, sistemas de transporte, processos de fabricação e distribuição de bens, cidades, artefatos e espaços humanos no geral. Entenda-se: soluções que (i) partam de uma compreensão sistêmica sobre os ciclos de uso de bens e os fluxos de energia associados e (ii) sejam projetadas para minimizar o consumo de energia e materiais (e, portanto... de energia..).
Mas, afinal de contas, onde entra o 'capitalismo'? Simples: um projeto 'superior' do ponto de vista energético leva a sistemas/negócios com melhor desempenho econômico!
Uma dificuldade, claro, é possuir a capacidade e o ferramental para entender sistemicamente a realidade. Quanto maior e mais complexo o "sistema", mais difíficl de entender. 
Pensamento original, boas idéias, experiência e novos (e simples) conceitos e princípios de projeto podem ser encontrados nesta obra e nos trabalhos do RMI. 

PS: apesar do 'verde', este nada tem a ver com o 'post' anterior.

Vampiro do olho verde

Curitiba é uma cidade fria. Dalton Trevisan é de lá, daquelas bandas planaltinas outrora cheias de araucárias. Seu texto, porém, nada tem de frio.
Os contos neste livro 'falam' da vida à margem da sociedade, o que poucas vezes (de fato) prestamos atenção. Tudo misturado: violência, alcoolismo, drogas (não nas festas dos 'bacanas', mas sim nas vielas sem futuro...), gente pobre, periferia, porrada da polícia, falta de dignidade e esperança...
Apesar da temática, o texto corre solto, é fácil e gostoso de ler. 
Nunca antes tinha comprado um livro do 'vampiro de Curitiba'. Gostei! Comprei, ataquei e liquidei no sábado mesmo! Ooops.. perdão, quem ataca é maníaco! Longe de mim!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Mirando doutro ângulo...














Falando em petróleo... encontrei este livro com cartoons árabes, na sua maioria relativos aos conflitos no Oriente Médio e à disputa pelo petróleo. Muito legal!
Os textos são em árabe! 
Mas.. uma imagem vale por mil palavras, certo? 
Pelo que entendi (pelo menos os numerais arábicos eu entendo...), as tiras/cartoons contidos no livro foram originalmente publicados em dois períodos diferentes: durante a primeira Guerra do Golfo (1991-1993) e nos anos que antecederam invasão do Iraque por forças americana em 2003. O livro é de 2003. 
Para quem interessar, a agência que produziu o livro se chama Abu-mahjoob e possui um site internet com versão em inglês. Alguns (não sei e todos) os cartoons na internet têm traduções em inglês.
É sempre bom (e neste caso divertido) variar e ver o mundo de uma ótica diferente.
Ganha um litro de gasolina quem adivinhar com 'quem' os cartoons 'sacaneiam'. Idéias? Hipóteses? Provas?

Brasil, 2008


Está nas bancas, sob as ondas do mar e a camada de sal: o ouro negro da costa do Brasil.
A última Exame contém três matérias sobre as descobertas recentemente anunciadas de jazidas de petróleo na dita camada pré-sal'. Desses textos, o que trata da Petrobrás e sua preparação para uma nova fase de negócios/crescimento é bom para que se possa ter uma idéia (i) da importância atual da companhia para o País e (ii) dos desafios que irá enfrentar (já enfrenta) para crescer e operar os novos campos - uma coisa anda junto com a outra.
Para informações sobre o atual plano estratégico da Empresa (pré 'pré-sal'), veja o seu site.
Pena que eu não tenho a imagem da capa de 1953 do Estadão que desdenhava da 'campanha do petróleo' e da criação da Petrobrás. Brasil, 1953....


segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Sem receitas


Dani Rodrik oferece um pensamento analítico rigoroso e astuto sobre os 'fenômenos do desenvolvimento', com contribuições importantes para a compreensão do 'papel das instituições' na promoção do desenvolvimento. 
Esta obra parte de um ponto óbvio (pelo menos deveria ser): não existe "the one best way" para a promoção do crescimento econômico e, de forma geral, as (muitas) soluções possíveis são dependentes do contexto. Pois bem, parece óbvio, mas certamente não é a voz corrente dos (muitos) pseudo economistas de plantão, das 'autoridades do mercado' e da mídia; esta, normalmente à busca de simplificações grosseiras, declarações bombásticas e sangue.
Rodrik usa a 'caixa de ferramentas' dos economistas neoclássicos para testar hipóteses, analisar e entender os (altamente complexos; multicausais) fenômenos do desenvolvimento. Sim, 'model world' faz-se presente no livro. Longe de respostas prontas, oferece hipóteses falseadas, conclusões e diretrizes propostas. Uma parte expressiva da obra é dedicada ao assunto instituições.
A segunda parte ('institutions') inicia com um longo capítulo sobre política industrial. Vale ler e refletir sobre o Brasil.
Em tempo... talvez valha para os EUA, onde o debate sobre o assunto, sempre velado apesar do forte papel 'jogado pelo Estado' na promoção do desenvolvimento, parece ganhar novos contornos. Ver post no blog do Rodrik. Sem usar o termo 'política industrial', as propostas para economia (ver página 13 do 'Blueprint for Change') de Barack Obama incluem incentivos fiscais para inovação, formação de pessoas e extensionismo, escolha de prioridades tecnológicas e industriais. Já ouviram falar disso? 

Das férias

Este não deveria ser objeto de um post. Não vale ler, vale ver! Ah.. e como vale!
As fotos são geniais, muitas cenas realmente inattendues.
Para os que  gostam de livros de fotos (como eu): há um bom site francês sobre o assunto: Livres Photos.