domingo, 21 de outubro de 2012

Gente é um bicho complexo


Ah.... como é!
Já que escrevi sobre o perigo das simplificações em outro post, atrevo-me aqui a puxar a ideia a partir de uma leitura simples (o livro ao lado), com ideias simplificadas, mas não simplistas!
Li um pedaço e cheguei à conclusão de que tenho fortes traços neuróticos! Mais do que isso, acho que todas as pessoas que conheço também! Atenção: você que está lendo isto pode ser um deles! Confirmado: você é um neurótico!
Brincadeiras e neuroses à parte, gente é mesmo um bicho complexo. E fascinante!
Vale viver!

As partes e o todo


A Anprotec foi criada em 1987, em um tempo quando o Brasil de hoje estava além do horizonte.  Àquela época, o País não tinha incubadoras tecnológicas (em 1988 já haviam duas), vivíamos uma economia fechada (e instável) e o modelo das aceleradoras de empresas estava longe de aparecer.
Na verdade, pouca gente sabia o que era uma incubadora tecnológia. He, he, he... escrevendo este post até lembrei de um caso curioso e divertido: o hoje presidente do BNDES, LucianoCoutinho, apresentava um programa na TV Cultura chamado "BrasilPensa"; excelente programa (TV inteligente), diga-se passagem, tinha um formato inovador e os temas eram relevantes para o Brasil. Em uma das suas edições, no final dos anos 80 ou início dos 90, o assunto em debate era "incubadoras tecnológicas". O que aconteceu? Inicia o Programa, Coutinho introduz o assunto, apresenta os convidados, contextualiza a questão e chama uma matéria externa que serviria como teaser para a discussão, na qual a repórter apresentaria uma visão do que estava acontecendo no campo.... ou melhor, na granja! A matéria entra e a repórter aparece rodeada de frangos, apresentando as novidades e novas tecnologias para incubadoras, conversando com o fabricante das 'incubadoras' e o dono da granja. Fantástico! Aliás, Brasil Pensa! Pano rápido, volta Coutinho, cara de surpresa e constrangimento, pede desculpas e diz "é evidente que não era sobre isso a matéria....". Barriga total.... editor, produtores, repórter, redatores.... ninguém sabia do que estava falando!
Avançamos muito desde então! O Brasil se tornou o 1o ou 2o maior produtor mundial de proteína de frango e o nosso ecossistema de inovação é muito mais desenvolvido. Em tempo.... produção de frango tem muita tecnologia! E não é só genética. A Sadia (acho que a Perdigão também.... hoje juntas na Brasil Foods) foi uma das primeiras empresas privadas brasileiras a usar extensivamente Pesquisa Operacional para planejar e programar as suas operações, do ovo à mesa, com tecnologia desenvolvida no Brasil. Trabalhar em projetos lá era o sonho de alguém como eu que fazia mestrado e trabalhava com PO. Depois, nos tempos de consultoria, a empresa da qual fui sócio desenvolveu modelos e sistemas para empresas do setor, com Aurora e Seara, dentre outras.
Mas este post não é sobre ovos otimizados. É sobre o nosso sistema de inovação sub-ótimo!
Temos hoje cerca de 400 incubadoras e 200 núcleos de inovação tecnológica (NITs) em Pindorama. Existe mais de uma dezena de aceleradoras de empresas em operação e floresce o movinento de startups! Está tudo caminhando às mil maravilhas então, não? Não é bem assim!
De forma explícita ou subliminar esta Locus joga luz nos em algumas das contradições e desafios que temos para continuar a construção do ecossistema de inovação brasileiro. Destaco dois pontos: (i) uma institucionalidade que não é totalmente pertinente ao mundo do Século XXI e (ii) a limitada disponibilidade na sociedade de competências tecnológicas e, em especial, de negócios.
Temos quase 200 NITs no Brasil, que vem a ser a versão brasileira dos americanos Tech Transfer Offices, ou seja os escritórios que instituições de pesquisa devem ter para poder comercializar propriedade intelectual (o resultado de pesquisas tecnológicas) com empresas. A criação dos NITs foi determinada pela Lei de Inovação, promulgada em 2004 e regulamentada em 2005, a qual foi inspirada na americana Bay-Dohle Act, de 1981. Ou seja, somente 24 anos depois dos EUA criamos uma parte (ressalto: apenas uma parte) da institucionalidade necessária para que universidades possam desenvolver conhecimento e efetivamente transformá-lo em tecnologia aplicada na indústria. Temos, portanto, todas as dificuldades (e algumas das vantagens) de 'chegar depois'. É óbvio que é necessário tempo para que se forme capacidade técnica no País para operar os NITs, mas precisamos ter pressa e criar instrumentos e incentivos para que isso aconteça. Olhemos um pouco a nossa realidade para pensar a questão.
As principais instituições de pesquisa brasileiras são públicas, incluindo-se aí asuniversidades federais e as estaduais. Os docentes e funcionários dessas organizações são servidores públicos. Se os NITs são novos, é evidente que existem poucos profissionais no País com formação e experiência em comercialização de tecnologia. Como fazer para suprir essa necessidade (em particular das instituições de ciência e tecnologia públicas - ICTs)? Existem três soluções possíveis conforme a institucionalidade brasileira:
1. Contratar novos servidores públicos. Neste caso, não se pode exigir experiência mínima maior que 6 meses (é isso mesmo.... a legislação vigente estabelece que não se pode exigir mais que 6 meses de experiência) e a seleção deve ser feita via concurso público, com limitadíssima capacidade de identificar os profissionais que realmente 'sabem fazer o trabalho' e separá-los daqueles que apenas estudaram para o concurso;
2. Contratar bolsistas. Neste caso, os contratos são 'precários', não dão direito a benefícios trabalhistas, tem curto prazo e a remuneração não é das melhores. É difícil imaginar que alguém queira passar a sua vida como bolsista! Logo, para as ICTs, o suprimento de RHs/competências é instável, as relações não se configuram como relações de trabalho voltadas para resultados e há pouco (ou nenhum incentivo) para se investir em formação dos profissionais;
3. Contratar profissionais no mercado através das fundações das ICTs. Neste caso, a contratação pode ser realizada no mercado, mas existem limites jurídicos para que profissionais contratacos respondam pela ICT junto ao setor privado. Além disso, há o sempre presente risco dos órgãos de controle vetarem ou glosarem atos administrativos e, mesmo, proibirem a contratação de profissionais no mercado para operar os NITs ou a relação da ICT com a Fundação. Falando claramente: as fundações são um caminho alternativo criado para que as universidades possam se relacionar com o mercado, é uma solucão para dar conta de situações que a nossa institucionalidade do século XX (XIX?) não permite.
Nenhum desses modelos é adequado. Ou não funcionam bem, ou geram sobrecustos ou servem para manter o déficit de competências nas ICTs públicas.
Para que ICTs públicas e empresas se relacionem abertamente e de forma produtiva, é necessário que possa ocorrer o livre fluxo de profissionais entre esses dois tipos de organizações. Se queremos que universidade e empresa interajam (e esse é o espírito da Lei de Inovação), as ICTS públicas, e as universidades em particular, deveriam poder contratar livremente profissionais no mercado, definir seus salários, a natureza das relações de trabalho e os padrões de desempenho. Se isso não ocorrer, o mundo empresarial continuará a avançar mais rápido que a estrutura de ICTs públicas, e há o risco de se aumentar a distância entre os mundos.
Hoje, somente as ICTs privadas conseguem ter essa liberdade de contratação. Com o passar do tempo, mantida a institucionalidade atual, poderão superar as públicas - pessoalmente acho que essa competição será positiva para estimular uma mudança institucional.
A mudança institucional fundamental diz respeito à autonomia universitária e ao regimento do funcionalismo público. Esta edição da Locus traz um debate a respeito, muito válido, foca em questões internas das universidades, cultura (o que é isso? eita termo impreciso),  estabilidade do financiamento dos NITs e déficit de RHs, mas que esquece de tratar a questão das 'regras do jogo'. Deveria fazê-lo, sob pena de nunca enfrentarmos as questões de fundo que travam a inovação em nosso País. Disponibilidade de competências e institucionalidade são temas conexos!
A mesma edição da Revista contém matérias sobre as aceleradoras de empresas e incubadoras corporativas. São dois tipos de organizações que florescem no Brasil, felizmente.
O surgimento desses novos tipos de organizações ocorre em contraste com a base já estabelecida de incubadoras tecnológicas existentes no Brasil. As aceleradoras estão diretamente conectadas a um movimento de startups que emerge no Brasil (ainda, majoritariamente, de negócios internet) e é umbilicalmente ligado ao mercado, a circuitos de negócios internacionais dinâmicos e competitivos e a redes de profissionais com experiência com negócios tecnológicos. As incubadoras tecnológicas não! Estas últimas surgiram, cresceram e se multiplicaram no ambiente 'protegido' (sem o contato e a competição no mercado) das universidades e ICTs públicas e do mundo institucional brasileiro.
Lembremos que o locus da inovação é a firma e o seu critério de verdade é o desempenho no mercado, não o seu brilhantismo técnico, os humores dos burocratas de Brasília (deste que aqui escreve, por exemplo) ou a simpatia de apoiadores políticos. Logo, contato e preocupação com o mercado são relevantes desde o início - é claro, não de forma desenfreada
Empreender no setor público é um enorme desafio. Em muitos casos, maior do que no mundo privado, pois implica em lidar com uma institucionalidade que precisa ser transformada e correr riscos muitas vezes desconhecidos, inclusive pessoais. Assim, faça-se justiça: a tarefa da construção da constelação de incubadoras tecnológicas e parques tecnológicos que hoje temos no País é merecedora de apluasos efusivos. Avançamos muito graças ao trabalho de alguns visionários e empreendedores públicos de alto gabarito, em geral reunidos em torno da Anprotec. O Brasil tem resultados a mostrar: milhares de empresas e empregos criados em incubadoras e milhōes de Reais (e cruzados, cruzados novos, cruzeiros....) em impostos recolhidos.
Também feliz é o País que hoje vê o surgimento de inúmeras startups digitais e aceleradoras, com esforço e investimento privado. Sempre almejamos isso, certo? Certo! Mas esse modelo também não resolve o 'problema da inovação' no Brasil.
É preciso conectar os mundos das incubadoras e das aceleradoras! Fazem (ou deveriam fazer) parte de um mesmo ecossistema. É preciso conectar ICTs públicas e mercado!
A matéria da Locus apresenta um quadro comparativo entre aceleradoras e incubadoras que não me agrada, pois acredito que passa uma ideia distorcida do quem vem a ser cada coisa. Na verdade, retrata como são os modelos no Brasil, mas de forma nenhuma como deveriam ser ou são nos países mais inovadores.
Diferentemente do que diz a matéria, incubadoras deveriam ter mentores, aceleradoras deveriam yambém contar com financiamento público (aliás, essa é uma das ações do Programa TI Maior, lançado recentemente pelo MCT), as empresas incubadas deveriam ter mais contato com mercado e encurtar o período de incubação, há espaço para incubadoras privadas (vide matéria na mesma edição da revista).... Novamente, é preciso conectar os mundos!
Essa conexão novamente pressupõe o livre fluxo de pessoas entre os diferentes domínios (público e privado) - e, portanto, uma institucionalidade que permita isso, e passa pela construção de novas formas de diálogo e interação público-privada.
As partes do ecossistema avançam e cada vez temos mais recursos disponíveis para inovação no Brasil. É chegada a hora de aprofundar mudanças institucionais que nos permitam construir um ecossistema de inovação contemporâneo com os desafios que enfrentamos e que consiga conectar sistemicamente as 'peças do Lego' que já estão aí.
Vale pensar a respeito e ler a Locus, pois muitos dos elementos, limites, questões, oportunidades, ideias, soluções estão lá!

Menina


Havia uma menina,
Lá no Goiás,
Coralina,
Chama-se essa ás,

Contava em versos,
Histórias de quando pequenina,
Terrível, doce e genial,
Essa menina,

Versos que trazem ternura,
Que fazem a todos recordar,
De histórias infantis singelas e talvez sem formosura,
Mas cheias de sabor e que vamos sempre guardar!

O caminho do meio


Quanta simplificação e quanta bobagem se escreve sobre economia no Brasil. Quanto lugar comum. Quanto desconhecimento da história. Quanto blá, blá, blá sobre os limites teóricos do crescimento e os cálculos dos especialistas (no que mesmo?) de plantão, os mercados livres e a sua auto-regulação, a importância de se manter os juros altos para minimizar o o risco da volta da inflanção e a necessidade do Estado ficar ausente das atividades produtivas.
Valham-me Schumpeter, Marx, Braudel, Nelson, Keynes!
Vale ler algo inteligente de vez em quando. Pena que raramente coisas desse tipo estão na mídia econômica que escreve e fala (pior ainda neste caso...) em Português....
Pois bem, esta edição deThe Economist (que como todos sabemos é liberal, mas certamente não mal informada ou dada a superficialidades e banalidades...) traz um bom debate sobre o papel do estado nas economias modernas (modernas?). A crise de 2008, 2009, 2010, 2011, 2012... (ufa... até quando?) evidenciou algo que já deveríamos saber, e que muita gente ainda não vê: existem vários caminhos para o desenvolvimento e o sucesso econômico de uma nação, mas nenhum desses é um caminho no qual o mercado resolve tudo!
Ah... a tal mão invisível... aquela danada! Entrou no bolso sem ser notada e bateu a carteira de muita gente por aí! Em especial gente que já era pobre!
Precisamos de regulação e livre iniciativa, investimento público e privado, empreendedorismo privado e público, geração de riqueza e sua distribuição, preços competitivos e bons salários, disposição para o risco e proteção contra o risco, governo e mercado (e muita, muita, sociedade civil)!
Foi assim na crise de 1930. Os EUA botaram a economia nos trilhos (literalmente...) com muito investimento público, com regulação dos mercados e com a criação de garantias para indivíduos, empresas e a sociedade. Há um belo livro de David Kennedy a respeito: Freedom from Fear - Kennedy ganhou o Pulitzer em 2000 por essa obra. Recomendor ler!
Países em estágios distintos de desenvolvimento requerem participações distintas do poder público. Cada país tem um arranjo político e social próprio e possui um ambiente institucional único - as regras do jogo não são as mesmas para todos. Os estoques de recursos naturais, competências e capitais diferem de país para país, e entre momentos históricos distintos de um mesmo país. Logo: não existe a solução única para o problema do desenvolvimento... é uma miragem acreditar que há 'the one best way'.
Mas temos pistas! Cada vez mais! Uma delas é que precisamos de uma atuação que combina estado e mercado. O caminho é o caminho do meio!
Como a capa da revista é sobre China comento: a China só é modelo para a China, mas serve para falsear algumas hipóteses liberais. Aliás, pensar em um esquema popperiano dedutivo seria uma boa para quem pensa que a Economia ensinada nos manuais de economia é ciência. Na verdade, não se pode separar economia de história, sociologia, política... sob pena de se cair, como de costume, em uma simplificação barata e ideias abstratas e sem sentido, descoladas da realidade.
Vale que todos reflitam. Especialmente quem estuda ou fala sobre economia!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Fácil

Fácil... estremamente fácil...
É muito fácil fazer um website. Já fez o seu?
Dê uma olhada no meu: flavors.me/robertoalvarez.
Eu pensava que HTML era (será que é? será que pode ser?) uma linguagem mais estruturada, mas é basicamente uma linguagem de descrição de página.
Vale consultar, para leigos que querem brincar ou empreender!


The US

No período posterior à crise de 1929, os Estados Unidos colocaram em funcionamento uma série de dispositivos e instituições que criaram mercados internos, garantiram direitos aos trabalhadores e reduziram riscos... para o capital, para a vida das pessoas.
Mas a história mudou a partir de 1973.... e a mudança ganhou força nos anos 80, 90 e 2000. Entre 1979 e 2004  a renda média por família nos EUA cresceu 27%, mas menos de 3/4 das famílias tiveram crescimento de renda maior ou igual que a média - somente aqueles acima do percentil 75. Em resumo... os mais ricos ficaram proporcionalmente mais ricos.
Nos EUA, são acaloradas as discussões sobre a classe média, a oferta de trabalhadores qualificados de nível médio, a manufatura, a geração de empregos etc., vide a campanha eleitoral deste ano. A 'América' do sonho americano era essencialmente um País de classe média (que é, por sí, um termo impreciso), com oportunidades para a transformação da vida de pessoas e famílias a partir do ingresso no mercado de trabalho e na indústria. Hoje a história é diferente... e retomar essa história é assunto para debate.
Lembro de uma pergunta feita por um dos painelistas em um debate/evento que participei não faz muito nos EUA: "quem dentre nós [eles, americanos...], ou entre aqueles conhecemos quer que seu filho seja um trabalhador na indústria"? Boa pergunta!
É óbvio que a resposta à pergunta anterior é contextual! Abaixo do Equador, trabalhar na indústria é o sonho de muita gente, inclusive aqui no Brasil. É a oportunidade de uma vida melhor. Realidades diferentes.... 
Guardadas todas as proporções e feitas muitas ressalvas, pode-se arriscar dizer que vivemos hoje um momento de inclusão e criação de mercados internos que guarda alguma semelhança com as décadas de 50 e 60 nos EUA. Desde 2003, 40 milhões de brasileiros deixaram a pobreza (passaram para cima da linha da pobreza). Contudo, ainda não criamos a base industrial, científica, tecnológica e institucional que permitiu aos EUA um grande salto no século passado. 
Resumindo: as estruturas sociais mudam ao longo do tempo e dos ciclos de desenvolvimento econômico, trazendo novos desafios para cada sociedade. Que saibamos enfrentar os nossos!

sábado, 2 de junho de 2012

Para rir (e aprender)

Diverti-me bastante com este livro. Alguns 'diálogos' são ótimos, divertidos, e os exercícios mentalmente instigantes.
Dá para exercitar bem a cachola e é uma boa dica para quem está procurando um emprego em uma consultoria, empresa de tecnologia ou grande corporação (americana?).
Ponha-se à prova! Are you smart enough? Or... are they smart in asking those questions? 

Brasil Tech 50

Quais seriam as empresas listadas se essa publicação fosse brasileira? Será que temos massa crítica? Será que alguma organização brasileira teria interesse e condições de editar algo semelhante? Qual?
Recorrendo a uma das empresas (o famigerado Google) mais inovadoras listadas na publicação do MIT, observa-se que uma busca por "empresas inovadoras Brasil" traz resultados qualitativamente distintos daqueles que aparecem na busca por "innovative companies US". No caso americano, surgem vários rankings; no brasileiro, nem tanto.
O ranking da Exame é na verdade uma reprodução daquele elaborado pela (boa) revista americana FastCompany. O ranking da Época Negócios é diferente, é original. Uma peculiaridade... das 20 mais inovadoras, somente 4 são brasileiras (de capital/origem brasileira), sendo que a primeira dessas a entrar no ranking é a Vale, em oitavo lugar. É um retrato do nosso ecossistema de inovação... ainda em construção, com vários 'buracos'.
E há o ranking/prêmio da Finep! Já tradicional (veja os premiados em edições anteriores), este ano traz novidades. Por exemplo: os prêmios passam a ser em dinheiro! As inscrições estão abertas até meados de agosto! Alguém se interessa?
Algum outro? Alguém conhece? Avise!
Afinal... quais são as companhias mais inovadoras do Brasil? São sempre as mesmas ou há algo de novo?

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Brasileiros

Conhecemos pouco o Brasil.
Esta edição da Piauí traz um texto da Fernanda Torres sobre a sua vivência/experiência pessoal durante as filmagens de Quarup, que assisti há muito tempo e, francamente, sobre o qual nem tenho lembrança. Bom texto, escrito a partir do 'pretexto' de um novo filme na floresta: Xingu
É um excelente filme. Sobre um Brasil que todos deveríamos conhecer, mas poucos conhecemos. Saí do filme pensando... "esses caras foram heróis brasileiros". Valeria conhecer melhor a história (deles, nossa...).